Topo Ir para conteúdo

Gastronomia

À semelhança da região do Entre Douro e Minho, a Trofa, teve até meados do século XX a agricultura como principal atividade económica baseada numa economia de autossuficiência assente numa policultura intensiva onde se cultivava principalmente o milho, a batata, o trigo, o centeio, o feijão e o linho nos campos.

Nas hortas, a produção passava essencialmente pelas leguminosas como são exemplo, as couves e hortaliças, árvores de fruto e a vinha. Entre as carnes consumidas a de porco era, sem dúvida, a de maior importância no contexto alimentar das populações. Carnes como a de coelho, aves de capoeira, caprinos, ovinos e bovinos, assim como os seus derivados - ovos e lacticínios – faziam igualmente parte da dieta tradicional desta região.

Os resultados da criação animal, tal como os da agricultura e horticultura, contribuíam diretamente para o enriquecimento alimentar das populações.

Dos vários pratos confecionados, destacavam-se: a feijoada que congregava nos seus ingredientes uma variedade representativa da produção da casa de lavoura do norte litoral; o arroz de pica no chão; os rojões; o cabrito assado; entre outros. Na doçaria tradicional destacavam-se as rabanadas, as sopas secas, a maçã assada, a aletria, o leite-creme e o pão-de-Ló.

Ao longo do tempo estes pratos adquiriram um estatuto de importância elevado dado que o seu consumo é tradicionalmente reservado para os dias festivos e domingos.

Atualmente, continuam a ter uma presença forte na gastronomia da região assumindo-se como dos principais pratos típicos da cozinha do norte do país.

Anterior
1
...
Seguinte