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Outros Locais de Interesse

  • CASA E OFICINA DA FAMÍLIA THEDIM, na Rua Comendador José Ferreira Thedim

Este edifício está associado às três gerações da família Thedim que impulsionaram a escultura religiosa em São Mamede do Coronado.

Aqui viveram e trabalharam José Ferreira Thedim (1832-1898), José Ferreira Thedim (filho) (1866-1918) e José Ferreira Thedim (neto) (1892-1971). Segundo diversos registos documentais, o primeiro era carpinteiro, porém, à data da sua morte, surge identificado como “escultor”. Julga-se que terá ensinado a imaginária aos seus filhos José Ferreira Thedim (1866-1918) e Manoel Ferreira Thedim (1869-1903). Ambos viveram do ofício e transmitiram-no aos seus descendentes diretos, como era comum nestes contextos oficinais. José, o mais velho, permaneceu nesta casa e foi o seu primogénito, José Ferreira Thedim (neto), quem, a partir dos 17 anos, dirigiu a oficina de tradição familiar aqui instalada, trabalhando com os irmãos Manuel, Guilherme e Amadeu, vários artífices e aprendizes.

Em 1920, sob encomenda da Casa Fânzeres de Braga, José Ferreira Thedim (neto) esculpiu, nesta casa-oficina, a imagem de Nossa Senhora do Rosário de Fátima que se venera na Capelinha das Aparições do Santuário de Fátima e, na segunda metade dos anos quarenta, as imagens da Virgem Peregrina e do Sagrado Coração de Maria de Fátima. Na década de 1930 mudou-se para uma nova casa, no lugar de Vila, e, entre 1952-53, para uma nova oficina. 

 

  • CASA DE JOSÉ FERREIRA THEDIM, na Rua Nossa de Lurdes

José Ferreira Thedim (neto) (1892-1971), natural do lugar de Fontes, São Mamede do Coronado, era oriundo de uma família com tradição na escultura religiosa. Foi uma figura de destaque nesta arte e o autor das três imagens da iconografia de Fátima: a Nossa Senhora do Rosário de Fátima (1920), a Virgem Peregrina (1947) e o Imaculado Coração de Maria de Fátima (1949).

Apesar de ter sido na temática mariana que a sua obra alcançou grande dinâmica e prestígio, foi também reconhecido e premiado por outros trabalhos. Em 1929 participou e ganhou o prémio da Secção de Belas-Artes da Exposição Ibero-Americana de Sevilha com as imagens de Nossa Senhora da Piedade, São João de Deus e do Sagrado Coração de Jesus. Em 1931, como resultado de uma Virgem de Fátima que realizou para o Colégio Português de Roma, foi agraciado pelo Papa Pio XI com a cruz “Pro Ecclesia et Pontifice”, obtendo o título honorífico de Comendador. 

Gozando de reconhecimento pelas suas capacidades artísticas, reuniu condições para, no início de 1930, aqui construir uma nova habitação, desenhada por si, para onde se mudou com a família por volta de 1933. Em terreno sobranceiro à casa edificou, na década de 1950, uma nova oficina de arte sacra.

 

  • OFICINA DE JOSÉ FERREIRA THEDIM, na Rua do Covelo

Aqueles que conviveram com José Ferreira Thedim (neto) (1892-1971) referem que a oficina era a sua casa, destacando o empenho que dedicava à arte. 

Na pequena oficina existente na casa de família, no lugar de Fontes, aprendeu a esculpir com o pai. Foi nesse modelo de oficina-casa que o saber-fazer dos santeiros do Coronado subsistiu e foi transmitido de geração em geração. Na década de 1920, entre escultores, pintores, carpinteiros, entalhadores e aprendizes, o mestre geria mais de 20 pessoas, incluindo os seus irmãos. Com o aumento de trabalho, gerado a partir da criação das imagens de Fátima, construiu esta nova oficina para onde se mudou, faseadamente, entre 1952 e 1953. Desenhou-a em terreno próximo da habitação que construiu no início de 1930, seguindo a tradição oficinal da relação de proximidade entre o espaço de trabalho e a casa do mestre.

Além do planeamento das diferentes secções de trabalho, o mestre tinha o objetivo de ali divulgar as suas obras em espaço acessível ao público, o qual designou por “museu”. Na torre do edifício ainda se observa um painel de azulejos com referência ao “Atelier e Museu do Escultor José Ferreira Thedim S. Mamede do Coronado”. A oficina cessou atividade após a sua morte.

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