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De Aprendiz a Mestre

O ensino do ofício de santeiro, tanto na escultura como na pintura, centrava-se no aperfeiçoamento da coordenação dos sentidos dos aprendizes e no modo de como era posto em prática, ou seja, no saber-fazer.

Essencialmente, pretendia-se que, desde cedo, os aprendizes conjugassem dois fatores: habilidade e conhecimento técnico.

Em São Mamede do Coronado há apenas o registo de uma mulher que se dedicou, temporariamente, à pintura. Alguns rapazes, por via familiar ou pelas relações de vizinhança, conviviam com o ofício desde tenra idade. Para muitos, era comum começarem a trabalhar nas oficinas durante as folgas da escola primária.

A aprendizagem das técnicas do ofício demorava, por norma, entre quatro a seis anos.

Após o mestre os considerar aptos para o ofício, passavam a receber uma remuneração, mas os valores auferidos eram baixos.

Os que possuíam um melhor domínio sensório-motor, se fossem interessados pela cultura artística do meio e empreendedores, podiam chegar a mestres de uma grande oficina, o que lhes traria uma posição social de destaque. Para tal, desvinculavam-se da oficina de origem para trabalhar por conta própria, contratar mão-de-obra e crescer. Os melhores conseguiam obter um estilo que conferia identidade própria à obra do seu estabelecimento.

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