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Capela de São Bartolomeu

Rua da Portela - 4745-566 São Romão do Coronado

Apesar de ser um templo secundário, esta capela marcou com preponderância os modos de vida das populações que vivem ao seu redor. Erigida em honra de Deus e do santo, a ela acorrem os crentes, em datas festivas que também servem de referência às atividades dos calendários agrícola e religioso. Nesses dias, acorrem à capela inúmeros devotos, concretizando invocações, cumprindo promessas e realizando práticas religiosas e profanas singulares.

Desconhece-se a data de edificação da capela de São Bartolomeu. Porém, o Padre Joaquim Azevedo dá-nos notícia que já existia em 1623. O pequeno templo é referido nas Memórias Paroquiais de 1758. Contudo, o documento omite-se, a essa data, nele se realizava alguma romaria. 

O edifício é de arquitetura singela, enquadra-se num adro com um pequeno escadario onde, em dias de festa, se aglomeram as gentes e os divertimentos.  Possui uma nave central dotada de um pequeno coro, de planta retangular, ao qual se associa outro volume a poente, que alberga a capela-mor e a sacristia. Resultado de várias intervenções ao longo do século XX, o templo é despojado de talha ou retábulos.

Entre a imaginária diversa, destaca-se a imagem do patrono da capela, São Bartolomeu. A mesma representa o apóstolo com o demónio agrilhoado a seus pés, atributo que alude à sua capacidade de dominar este ser maligno. Tal como noutras localidades portuguesas, há uma crença popular que refere que, no dia deste santo, a 24 de agosto, o diabo anda à solta e defeca nas amoras dos silvados, as quais, a partir desta data, já não se podem comer.

Em São Romão do Coronado a sua festividade, tanto religiosa como profana, comemora-se em anos pares, no domingo seguinte ao dia 24 de agosto.