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Igreja Paroquial de S. Romão do Coronado

Rua da Igreja, São Romão do Coronado, 4745-543 Trofa

Durante séculos, este edifício marcou o espaço desta paróquia que integra o Vale do Coronado, constituindo-se como o centro administrativo desta localidade. Resultado da fertilidade das terras do pequeno vale, ao longo do tempo, as gentes destas comunidades viveram, sobretudo, um quotidiano agrícola religioso, regrado pelos sinos destes templos. Com o surgimento da industrialização, no último quartel do século XIX, os modos de vida transformaram-se. Porém, os paroquianos continuaram a realizar nestas igrejas muitos dos seus rituais religiosos, como a eucaristia ou os sacramentos relacionados com a vida e com a morte. 

A data da fundação desta paróquia é desconhecida. As Inquirições Afonsinas de 1258 referem a «vila que se chama Mamoa de São Romão do Coronado e a igreja paroquial do mesmo lugar». O topónimo «Mamoa» ainda hoje persiste e indica a existência de um túmulo da pré-história. Tal como alguns achados arqueológicos em redor do local, atesta a ocupação humana deste território desde esse período, o que se compreende, dada a apetência agrícola do vale onde se implanta.

Supõe-se que o edifício atual seja resultado de várias remodelações decorridas ao longo dos séculos. No ano de 1705, foi contratualizado com o mestre pedreiro romanense António Pires «para ele haver de reformar e fazer de novo de pedraria» a igreja. Nas Memórias Paroquiais de 1758 é referido que o edifício possuía três altares: o da capela-mor, que continha o Santíssimo e a imagem de São Romão; e dois colaterais, com as imagens de São João Batista e Nossa Senhora da Conceição.

Outra campanha de obras foi realizada em 1869, data que se encontra na fachada principal do edifício. A torre foi construída em 1940 e dotada com dois relógios. Em 2000 foi instalado um carrilhão com oito sinos. 

De planta longitudinal, em cruz latina, composta por nave única e torre sineira a flanquear-lhe o topo norte. A capela-mor é virada a nascente e possui a sacristia e a sala da fábrica adossadas. A volumetria da nave, de duas águas, sobrepõe-se às da capela-mor, sacristia e sala da fábrica, possuindo estas cobertura de três águas. Entre o lintel e o tímpano desse arco, encontra-se a seguinte inscrição: «1884 / OBRA FEITA PELA FREGUESIA».